O preconceito, racismo e xenofobia são desafios significativos enfrentados por migrantes e refugiados, contradizendo a imagem do Brasil como um país acolhedor. O aumento das denúncias de xenofobia no Brasil, especialmente entre 2014 e 2015, evidencia esse problema.
Essas atitudes se manifestam em diversas situações cotidianas, como no mercado de trabalho e no acesso a serviços. O estresse aculturativo dos migrantes é exacerbado por esses preconceitos, que são socialmente construídos e não inatos. O preconceito é alimentado por estereótipos rígidos e simplificados, transmitidos por instituições como família e mídia.
O racismo no Brasil é estrutural e institucionalizado, impactando diversas áreas da vida. A ideia de "democracia racial" oculta a realidade do racismo, levando muitos migrantes a enfrentar discriminação pela primeira vez ao chegarem no país. A branquitude, como conceito, revela a vantagem estrutural que os brancos possuem nas relações sociais.
A xenofobia é caracterizada pelo medo e rejeição ao estrangeiro, muitas vezes intensificada em períodos de crise. Dados mostram que diferentes grupos enfrentam níveis variados de xenofobia, com migrantes de origem árabe e haitiana sendo os mais afetados.
A saúde mental dos migrantes é profundamente impactada por essas experiências de preconceito, gerando confusão identitária e baixa autoestima. A promoção de espaços seguros e ações coletivas é crucial para enfrentar essas violências, legitimando o pertencimento e fortalecendo a saúde mental.
Referência: INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR MIGRATION. Guia de saúde mental. 2020. Disponível em: https://brazil.iom.int/sites/g/files/tmzbdl1496/files/documents/Guia_Saude_Mental.pdf. Acesso em: 16 out. 2024.